O prazer de ser trash.


Por Marcus Oliveira

Em primeiro lugar, preciso pedir desculpas por minha ausência do blog nos últimos tempos. Pronto. Em segundo lugar, preciso pedir que qualquer pessoa que desgoste de filmes de terror não clique em “Continue lendo”.

Eu avisei.
Bem vindos, meus caros, à uma deliciosa (no sentido “amido de milho com corante vermelho” da palavra deliciosa) e exuberante mente de Robert Rodriguez. Este é “Planet Terror”, um filme já antiguinho, mas que acabei de assistir e não posso deixar de comentar. Porque eu gostei, gostei muito.

Difícil explicar porque gostei, ou listar o que mais gostei porque não há nada nesse filme que um ser psicológicamente saudável encontre para gostar. Na verdade, ele é antagônico a tudo isso: um amontoado nojento de sangue, orgãos sendo dilacerados, zumbis, go-go dancing, tiroteios, orgãos sendo dilacerados, zumbis, sexo, frases de efeito muito cafonas, sangue, zumbis, sexo com zumbis, orgãos sendo dilacerados e go-go dancing sangrento para zumbis falando frases de efeito cafonas (Isso tudo realmente acontece, não é para dar força expressiva para minha imagem descritiva). Do inicio ao fim, sem pausa para respirar, tudo no cenário expirra litros e litros de sangue. E pessoas fazem molho para churrasco com esse sangue. E zumbis vomitam pûs nessa mistura toda. Fucking awesome.
… História? pra que?! É como assistir um filme porô e analizar o roteiro.

É simplesmente genial, não acham? Esse zumbi simpático aí em cima é o Bruce Willis, por sinal.
Senhoras e senhores, para quem ainda não percebeu, “Planet Terror” é um filme trash. Para quem não entende o termo, filmes trashs são aqueles que não tem pudor nenhum de serem um total lixo, em todos os aspectos. Em termos mais gerais, Não é um filme para você, meu amigo macaquinho acadêmico pseudo-intelectual meio de esquerda, pois não vai adicionar nada de aculturante na sua vidinha e você vai ter que fazer muita força para fingir que odiou, naquelas discuções profundamente filosóficas que você vai ter com os coleguinhas naquele bar super alternativo que vocês frequentam.

O que mais há para falar? É um filme puramente visual. Vá assistir! Eu colocaria por uma foto dos testículos gangrenados do zumbi que tenta estuprar a moçinha para vocês terem idéia do quão visual ele é, mas acho que seria anti-propaganda. Se bem que, garanto para vocês, no contexto em que você é inserido, os testiculos gangrenados são uma das coisas mais light. E eu sei que você vai, por mais que negue categoricamente e discorra sobre como é estúpida esse tipo de violência gratuíta e infundada, apertar “Pause,Rewind,Play” para rever várias vezes algumas das menos lights.
Nós todos, lá no fundo, gostamos disso, por mais que tentemos ocultar (e nós fazemos isso razoavelmente bem, o que é totalmente necessário para a procriação da espécie)

Ah, eu já mencionei que a moçinha tem uma metralhadora no lugar da perna (que foi, obviamente, comida por um zumbi)?

Fucking awesome.

1 Resposta para “O prazer de ser trash.”


  1. 1 Bruno Quinta-feira, 17 Abril, 2008 em 5:17 pm

    Bom tê-lo de volta.

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